Mutantes- Os Mutantes

                                                                         Biografia:

      Os Mutantes são uma banda brasileira de rock psicodélico formada durante o Tropicalismo no ano de 1966, em São Paulo, por Arnaldo Baptista (baixoteclado, vocais), Rita Lee (vocais) e Sérgio Dias (guitarrabaixo, vocais). Também participaram do grupo Liminha (baixista) e Dinho Leme (bateria).
       A banda é considerada um dos principais grupos do rock brasileiro. Assim como grande parte dos grupos dos anos de 1960, Os Mutantes foram fortemente influenciados por The BeatlesJimi Hendrix e Sly & the Family Stone.[1] No entanto, os músicos brasileiros eram também mergulhados em sua cultura local, exercendo sua própria criatividade na utilização de feedbackdistorção e truques de estúdio de todos os tipos, assim como era feito pelo quarteto de Liverpool e pelo grupo The Beach Boys. Nesse sentido, os Mutantes foram pioneiros na mescla do rock and roll com elementos musicais e temáticos brasileiros. Outra característica do grupo era a irreverência. Pois como Os Mutantes, passou a existir uma espécie de mistura da música estrangeira com a brasileira e a adição de novas ideias, com doses de experimentalismo, abrindo, assim, o caminho para o hibridismo musical. Os Mutantes iniciaram suas atividades em 1966, como um trio, quando se apresentaram no programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von da TV Record. O grupo foi batizado como Mutantes pelo próprio Ronnie Von, antes da estreia na TV. O grupo até então chamava-se Os Bruxos e a sugestão veio do livro O Império dos Mutantes, de Stefan Wul, que Ronnie estava lendo na época. O grupo logo se tornou um dos principais expoentes da nova MPB, influenciada pela Tropicália, até terminar em 1978, com apenas Sérgio Dias como integrante original. Ao longo destes doze anos foram gravados nove álbuns, sendo que dois deles - O A e o Z e Tecnicolor - foram lançados apenas na década de 1990. Foi nessa década que foi reconhecida no cenário do rock nacional e internacional a importância dos Mutantes como um dos grupos mais criativos, dinâmicos, radicais e talentosos da era psicodélica e da história da música mundial. Em 2006, a banda se reuniu, sem Rita Lee ou Liminha, mas contando com a presença de Arnaldo Baptista e com Zélia Duncan nos vocais. No ano seguinte, Arnaldo e Zélia se desligaram da banda, que foi recomposta com outros músicos e continua a fazer shows sob a liderança de Sérgio Dias, único membro restante da formação original.
                                        
                                                       Principais Trabalhos:
1 Panis et circenses
2 A minha menina
3 O relógio
4 Adeus Maria Fulô
5 Baby
6 Senhor F
7 Bat macumba
8 Le premier bonheur du jour
9 Trem fantasma
10 Tempo no tempo
11 Ave Gengis Khan

                                                          História: 

Os Mutantes estrearam em outubro de 1966, num programa de televisão. No ano seguinte, chamados pelo maestro Rogério Duprat, participaram da apresentação da música “Domingo no parque”, de Gilberto Gil, no III Festival de MPB da TV Record, em São Paulo. Em 1968, o grupo participou do disco Tropicália ou Panis et circensis, ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal Costa e Nara Leão, além dos poetas Capinan e Torquato Neto. Com arranjos musicais de Duprat, é o disco-manifesto do movimento artístico chamado tropicalismo.
No mesmo ano, eles gravaram seu primeiro disco LP, Os Mutantes, com arranjos de Duprat e a participação de Jorge Ben (em “A minha menina”, de autoria de Ben). Inovador, o disco apresentava gravações de músicas de Caetano e Gil, como a hoje clássica “Panis et circenses”, e composições próprias. O som apresentava muita irreverência e criatividade, típicas do tropicalismo, além da influência marcante dosBeatles.
Em 1969, com o baterista Ronaldo Dias Leme, o Dinho, integrado à formação da banda, os Mutantes lançaram o disco Mutantes, com mais músicas dos seus integrantes (como “Dom Quixote”, “Caminhante noturno”, “Rita Lee”) e duas parcerias com Tom Zé, além da criativa versão para “Banho de lua”. Ao longo de 1968 e 1969, concorreram em vários festivais de música, nacionais e internacionais, classificando-se entre os finalistas. As músicas dos dois primeiros discos refletem o clima dos festivais.
Em 1970, gravaram A Divina Comédia ou Ando meio desligado e se aproximaram do rock mais puro, começando a se dissociar do tropicalismo. Esse disco trouxe músicas como “Ando meio desligado” e “Desculpe, babe”, além de contar com a participação do baixista Liminha (Arnolpho Lima Filho), que então entrou para a banda.
Em 1971, o LP Jardim elétrico abriu as portas para novas influências, misturando rock com soul e funk com música latina. Destaque para o sucesso “Top top” e para “It’s very nice pra chuchu”, “Virgínia” e “El Justiciero”. Em 1972, a banda gravou Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets, que seguiu a trilha do anterior. É desse disco a clássica “Balada do louco”, assim como a vibrante “Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o rock and roll”.
No mesmo ano, Rita Lee deixou a banda, numa polêmica que se arrasta até os dias atuais (ela se demitiu ou foi demitida?). O último registro do grupo com Rita é Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida (1972), mais uma amostra do estilo repleto de humor e de experimentalismo da banda, expostos em canções como a faixa-título e “Tiroleite”. Mas, em vez de creditar o álbum à banda como um todo, a gravadora lançou-o como o primeiro disco solo da cantora, que iniciou ali uma carreira de grande sucesso.
A partir de então, sob a liderança de Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, o grupo escolheu tocar o estilo chamado rock progressivo e gravou O A e o Z (1973), que não foi lançado na época, porque a gravadora considerou que não tinha apelo comercial. Em seguida, conflitos e problemas pessoais levaram à saída de Arnaldo. Dinho foi o próximo a ir embora. Em 1974, Sérgio e Liminha gravaram com outros músicos Tudo foi feito pelo sol, disco marcante do rock progressivo nacional. Antes ainda do lançamento do disco, Liminha deixou a banda. Sérgio levou os Mutantes adiante, mas a química não era a mesma. Em 1977 saiu o último disco, Mutantes ao vivo, e Sérgio decidiu pôr fim à banda no ano seguinte.

                                                 Faixa: O Relógio

Meu relógio parou 
Desistiu para sempre de ser 
Antimagnético 
Vinte e dois rubis 

Eu dei corda e pensei 
Que o relógio iria viver 
Pra dizer a hora 
De você chegar 

Não andou e eu chorei 
Dois ponteiros parados a rir 
São à prova d'água 
Vinte e dois rubis 

Que vantagem eu levei 
Em ter um relógio 
Que é suiço ou inglês 
Sem andar 

A que horas você vai chegar? 
E no mar me atirei 
Com o relógio nas mãos eu pensei 
Ele é à prova d'água 
Vinte dois rubis

                                         Minha Opnião Sobre A Faixa Acima:

       ''Eu achei muito interessante essa faixa dos mutantes por que a letra é super-interessante,e fala da história de uma mulher apaixonada que esperava seu amor chegar marcando as horas nesse relógio. E ela ia pular para se matar e matar o relógio junto mais ela lembrou que o relógio era a prova D'água... Por isso ela desistiu de se matar e espera-lo''


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